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Hábitos


Meus malditos hábitos
Aqueles que fazem os outros me criticarem
Aqueles que me encontram nos piores momentos
Em que me encaro no espelho e vejo defeitos atrás das olheiras.

Todos os dias eu lembro deles,
ou eles que não me esquecem.
Hábitos estranhos que eu não deveria ter.
Hábitos que tenho consciência.
E por consciência, vem a auto culpa que condena.

Dizem o que devo fazer.
É hora de combater o hábito.
Hora de trancar na jaula e matar pouco a pouco...

Que mentira.

Pois o hábito tem vida própria e anseia por liberdade,
não por prisão nem por morte.
Não deve tratá-lo como o mar, pois as ondas vão e voltam
E quando vão me engana e quando volta me despedaça.

O hábito tem que fluir como o rio,
livre de culpas, sem barreiras.
Certo que será um afluente e de insignificante desaguará.
Vai desaparecer como se nunca tivesse existido.

Mas se antes esse hábito me matar,
é porque tentei contê-lo com receitas de outrem.

Cada um sabe de si, cada um tem seu tempo
Hábitos? Que hábitos? Deixei fluir.

Escrito: 16/07/2016 Por: Fernando do Amaral - Publicado: 24/07/2016 Google+

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